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Este é o resultado de um trabalho de tese de mestrado realizado pelo biólogo Fernando B. Matos, da Universidade Federal do Paraná. Foram encontradas 178 espécies, incluindo duas novas para a ciência, uma só agora encontrada no Brasil, e 43 registradas pela primeira vez no Estado da Bahia. O biólogo ainda comentou pessoalmente que, depois de um estudo mais longo e detalhado, esse numero poderá facilmente ultrapassar 200!
RESUMO: O presente estudo trata do levantamento das espécies de samambaias e licófitas desta região, buscando fornecer meios para a identificação e caracterização dos táxons encontrados. Foram consideradas todas as coletas obtidas acima dos 600 m de altitude, em excursões realizadas na área entre 2005 e 2008, além da consulta ao acervo de diversos herbários, revelando a presença de 178 espécies, distribuídas em 63 gêneros e 21 famílias, e as licófitas apenas oito espécies, em três gêneros e duas famílias. O gênero que apresentou maior riqueza específica foi Asplenium (12 espécies), seguido por Elaphoglossum (11), Thelypteris (10) e Diplazium (9). Menção especial para Asplenium truncorum sp. nov. ined. (Aspleniaceae) e Megalastrum indusiatum sp. nov. ined. (Dryopteridaceae), que estão sendo descritas com base em materiais recentemente coletados na área estudada. Cabe destacar o primeiro registro de Terpsichore asplenifolia (L.) A. R. Sm. (Polypodiaceae), para o Brasil, e 43 novos registros para o Estado da Bahia, ampliando expressivamente o número de espécies até então conhecidas para a região. São também apresentadas chaves de identificação para os gêneros e espécies, análises de distribuição geográfica, comentários, ilustrações com as principais características diagnósticas da maioria das espécies, e análises de similaridade florística incluindo outros 29 estudos de diversas partes da América do Sul.
Palavras-chave: Floresta Atlântica, Lycophyta, Monilophyta, pteridófias, taxonomia.









